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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Projeto que promove recuperação de mulheres com dependência química completa seis meses de funcionamento


O projeto Ceifar Feminino, iniciativa do Instituto Cargolift, completou o seu primeiro semestre de existência com a marca de 18 atendimentos. Atualmente residem no abrigo, localizado em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, seis mulheres com dependência química. Elas são acompanhadas por uma equipe multidisciplinar que trabalha para promover a reintegração social de cada uma.

De acordo com a Supervisora de Monitoria do Ceifar Feminino, Neuza Midori Yoshida de Faria, o tratamento feminino traz desafios diferentes do masculino. “As mulheres tem certas características fisiológicas e psicossociais que são responsáveis pela maior vulnerabilidade ao álcool e a outras substâncias que precisam ser levadas em consideração. Elas têm também o problema do estigma social e da vergonha relacionada a um comportamento desaprovado pela sociedade, o que contribui para retardar a busca por tratamento bem como a permanência neste”, explica.

Além disso, as pacientes mulheres também carregam o peso da responsabilidade sobre filhos e parentes idosos de quem cuidam. Para que o tratamento tenha o efeito desejado, é preciso considerar estas diferenças, de modo que a elas estejam preparadas para lidar com a vida “pós-Ceifar”. “Fazem-se necessárias atividades voltadas exclusivamente para o público feminino, como exercícios laborais e oficinas em que os grupos têm o objetivo de restabelecer a função da mulher na sociedade, criando um ambiente similar às pressões e adversidades sofridas fora do Ceifar”, afirma Neuza.


Carência de clínicas femininas
O trabalho do Projeto Ceifar Feminino é feito em parceria com a unidade masculina, e visa superar a carência de abrigos voltados exclusivamente para a recuperação de mulheres. “Para cada dez clínicas masculinas no Brasil, existe uma para mulheres. Há uma grande procura das famílias por comunidades terapêuticas femininas, porque infelizmente o índice de mulheres envolvidas com drogas, em especial o crack, está alarmante em nossa sociedade. Da nossa parte temos o desejo de contribuir socialmente para o processo curativo dessa epidemia”, explica Markenson Marques, diretor da Cargolift e um dos idealizadores do projeto, ao lado da empresária Claudia Signorini Anile Santos.

Tratamento direcionado
Além de oferecer uma possibilidade de reabilitação para as mulheres, o centro conta com recursos voltados especialmente para este público. As residentes são atendidas por uma equipe terapêutica especializada, com psicóloga, psiquiatra, uma supervisora e duas monitoras, além de um pastor, que realiza a orientação e o aconselhamento espiritual.

O próprio ambiente confortável e com clima familiar contribui para a recuperação das residentes. A unidade feminina apresenta excelentes acomodações, que incluem uma área de lazer e descanso, bem como um amplo refeitório e cozinha industrial completa. O Ceifar conta ainda com uma equipe composta de cozinheiras e uma nutricionista responsável pelo preparo de todas as refeições, garantindo uma alimentação segura do ponto de vista nutricional e sanitário.

De acordo com Marques, o andamento desde o início do atendimento tem sido positivo. Ele acredita que a clínica vai conseguir objetivo do Instituto Cargolift na inauguração, de alcançar altos índices de reinserção social e recuperação das moradoras. “Esperamos obter resultados próximos ou até mesmo superiores aos da instituição masculina, que é um sucesso. A Cargolift vai continuar investindo em obras sociais, com foco no resgate das famílias, para instruí-las sobre o melhor caminho a ser traçado”, acredita. A unidade tem capacidade para atender até 36 mulheres simultaneamente.

Sobre o Projeto Ceifar
Criado em 2003 pelo Instituto Cargolift e atuando em parceria com a Primeira Igreja Batista de Curitiba, a Comunidade Terapêutica Projeto Ceifar é um projeto sem fins lucrativos de recuperação de dependentes químicos que oferece atenção em tempo integral a pacientes com transtornos decorrentes da dependência de substâncias psicoativas. Mantido com recursos de parceiros e pela própria empresa Cargolift – que investe cerca de R$ 1,5 milhão por ano na ação –, o Ceifar também recebe apoio das famílias dos residentes.

Essa interação familiar colabora para que, ao longo dos anos, o projeto venha apresentando excelentes resultados: entre os cerca de 900 residentes que já passaram pelo Ceifar, o índice de melhora efetiva é de 38%, bem maior do que a média nacional de recuperação nas casas de reabilitação, que é de 22%.

Para alcançar este resultado significativo, são promovidas atividades como orientação emocional e espiritual, promoção da assistência social de caráter beneficente, além de ações voltadas à educação geral, cidadania, responsabilidade sócio-ambiental, moral, cultura, esporte e lazer, além da disseminação dos conceitos de ética, moral e bons costumes, por meio de atividades culturais e o combate ao uso das drogas. “Além de buscar a abstinência, o objetivo é recriar o posicionamento crítico em relação à sociedade em que vive e de fazê-los reencontrarem o seu lugar nela, não só numa perspectiva econômica e social, mas também uma integração afetiva e emocional”, completa o diretor presidente da Cargolift.

Para oferecer o suporte e o tratamento adequados o Ceifar precisa de um auxílio de custo na manutenção das casas. Os valores são definidos de acordo com as possibilidades das residentes e suas famílias. Para obter mais informações sobre internamentos e sobre o trabalho do Projeto Ceifar acesse o site: www.institutocargolift.com.br, ou entre em contato pelo telefone (41) 3555-2773.



Serviço:
Instituto Cargolift
Rua Manif Júlio, 445 – Vila São Luis
Campo Largo, Paraná – Brasil
Fone: (41) 3555-2773
Cargolift
Rua Arthur Martins Franco, 880 - Cidade Industrial
Curitiba, Paraná - Brasil
Fone: +55 (41) 2106.0700

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