O projeto Ceifar Feminino,
iniciativa do Instituto Cargolift, completou o seu primeiro semestre de
existência com a marca de 18 atendimentos. Atualmente residem no abrigo,
localizado em Campo
Largo , na Região Metropolitana de Curitiba, seis mulheres com
dependência química. Elas são acompanhadas por uma equipe multidisciplinar que
trabalha para promover a reintegração social de cada uma.
De acordo com a Supervisora
de Monitoria do Ceifar Feminino, Neuza Midori Yoshida de Faria, o tratamento feminino traz
desafios diferentes do masculino. “As
mulheres tem certas características fisiológicas e psicossociais que são
responsáveis pela maior vulnerabilidade ao álcool e a outras substâncias que
precisam ser levadas em consideração. Elas têm
também o problema do estigma social e da vergonha relacionada a um comportamento
desaprovado pela sociedade, o que contribui para retardar a busca por tratamento
bem como a permanência neste”, explica.
Além disso, as pacientes
mulheres também carregam o peso da responsabilidade sobre filhos e parentes
idosos de quem cuidam. Para que o tratamento tenha o efeito desejado, é preciso
considerar estas diferenças, de modo que a elas estejam preparadas para lidar
com a vida “pós-Ceifar”. “Fazem-se
necessárias atividades voltadas exclusivamente para o público feminino, como
exercícios laborais e oficinas em que os grupos têm o objetivo de restabelecer a
função da mulher na sociedade, criando um ambiente similar às pressões e
adversidades sofridas fora do Ceifar”, afirma Neuza.
Carência de clínicas
femininas
O trabalho do Projeto
Ceifar Feminino é feito em parceria com a unidade masculina, e visa superar a
carência de abrigos voltados exclusivamente para a recuperação de mulheres.
“Para cada dez clínicas masculinas no Brasil, existe uma para mulheres. Há uma
grande procura das famílias por comunidades terapêuticas femininas, porque
infelizmente o índice de mulheres envolvidas com drogas, em especial o crack,
está alarmante em nossa sociedade. Da nossa parte temos o desejo de contribuir
socialmente para o processo curativo dessa epidemia”, explica Markenson Marques,
diretor da Cargolift e um dos idealizadores do projeto, ao lado da empresária
Claudia Signorini Anile Santos.
Tratamento direcionado
Além de oferecer uma
possibilidade de reabilitação para as mulheres, o centro conta com recursos
voltados especialmente para este público. As residentes são atendidas por uma
equipe terapêutica especializada, com psicóloga, psiquiatra, uma supervisora e
duas monitoras, além de um pastor, que realiza a orientação e o aconselhamento
espiritual.
O próprio ambiente
confortável e com clima familiar contribui para a recuperação das residentes. A
unidade feminina apresenta excelentes acomodações, que incluem uma área de lazer
e descanso, bem como um amplo refeitório e cozinha industrial completa. O Ceifar
conta ainda com uma equipe composta de cozinheiras e uma nutricionista
responsável pelo preparo de todas as refeições, garantindo uma alimentação
segura do ponto de vista nutricional e sanitário.
De acordo com Marques, o
andamento desde o início do atendimento tem sido positivo. Ele acredita que a
clínica vai conseguir objetivo do Instituto Cargolift na inauguração, de
alcançar altos índices de reinserção social e recuperação das moradoras.
“Esperamos obter resultados próximos ou até
mesmo superiores aos da instituição masculina, que é um sucesso. A Cargolift vai
continuar investindo em obras sociais, com foco no resgate das famílias, para
instruí-las sobre o melhor caminho a ser traçado”, acredita. A unidade tem capacidade
para atender até 36 mulheres simultaneamente.
Sobre o Projeto
Ceifar
Criado em 2003 pelo
Instituto Cargolift e atuando em parceria com a Primeira Igreja Batista de
Curitiba, a Comunidade Terapêutica Projeto Ceifar é um projeto sem fins
lucrativos de recuperação de dependentes químicos que oferece atenção em tempo
integral a pacientes com transtornos decorrentes da dependência de substâncias
psicoativas. Mantido com recursos de parceiros e pela própria empresa Cargolift
– que investe cerca de R$ 1,5 milhão por ano na ação –, o Ceifar também recebe
apoio das famílias dos residentes.
Essa interação familiar
colabora para que, ao longo dos anos, o projeto venha apresentando excelentes
resultados: entre os cerca de 900 residentes que já passaram pelo Ceifar, o
índice de melhora efetiva é de 38%, bem maior do que a média nacional de
recuperação nas casas de reabilitação, que é de
22%.
Para alcançar este
resultado significativo, são promovidas atividades como orientação emocional e
espiritual, promoção da assistência social de caráter beneficente, além de ações
voltadas à educação geral, cidadania, responsabilidade sócio-ambiental, moral,
cultura, esporte e lazer, além da disseminação dos conceitos de ética, moral e
bons costumes, por meio de atividades culturais e o combate ao uso das drogas.
“Além de buscar a abstinência, o objetivo é recriar o posicionamento crítico em
relação à sociedade em que vive e de fazê-los reencontrarem o seu lugar nela,
não só numa perspectiva econômica e social, mas também uma integração afetiva e
emocional”, completa o diretor presidente da Cargolift.
Para oferecer o suporte e o
tratamento adequados o Ceifar precisa de um auxílio de custo na manutenção das
casas. Os valores são definidos de acordo com as possibilidades das residentes e
suas famílias. Para obter mais informações sobre internamentos e sobre o
trabalho do Projeto Ceifar acesse o site: www.institutocargolift.com.br,
ou entre em contato pelo telefone (41) 3555-2773.
Serviço:
Instituto
Cargolift
Rua Manif Júlio, 445 – Vila São
Luis
Campo Largo, Paraná –
Brasil
Fone: (41) 3555-2773
Cargolift
Rua Arthur Martins Franco, 880 - Cidade
Industrial
Curitiba, Paraná - Brasil
Fone: +55 (41) 2106.0700
Fone: +55 (41) 2106.0700
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